tratamento respiratório em casa

Oxigenoterapia e tratamento respiratório em casa: o que esperar?

O tratamento respiratório em casa devolve qualidade de vida, independência e tranquilidade ao paciente e à família. 

Com o acompanhamento certo, o uso do oxigênio em casa se torna parte natural da rotina, sem medo e com total segurança.

Neste post, explicamos como funciona a oxigenoterapia em casa, quais equipamentos existem, como é o manejo diário, as medidas de segurança e dicas práticas para pacientes e cuidadores.

Para quem a oxigenoterapia domiciliar é indicada?

A principal função do oxigênio suplementar é garantir que os tecidos recebam oxigênio suficiente para funcionar bem. 

Ele é indicado quando o organismo não consegue manter níveis adequados de oxigenação por si só. Algumas situações comuns:

  • Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) avançada;
  • Insuficiência respiratória crônica, independente das possíveis causas;
  • Fibrose pulmonar e outras doenças intersticiais;
  • Períodos de recuperação após pneumonia ou internação por insuficiência respiratória;
  • Hipoxemia persistente após eventos agudos, como COVID-19.

A prescrição sempre vem de um médico. O fluxo (L/min), o tempo de uso por dia (por exemplo, apenas durante o sono ou de forma contínua) e as metas de saturação (valor alvo de SpO₂) são definidos individualmente.

Tipos de fornecimento de oxigênio: prós e contras.

1. Concentrador de oxigênio (fixo)

Funciona puxando ar do ambiente e concentrando o oxigênio. É a opção mais comum em home care.

Vantagens: fornece oxigênio contínuo, não precisa reabastecimento constante e tem um custo operacional moderado.

Desvantagens: depende de energia elétrica e pode ter limite de fluxo, pois alguns modelos são para fluxos baixos a moderados.

2. Concentrador portátil (POC)

Leves e com bateria, esses concentradores portáteis permitem mobilidade fora de casa.

Vantagens: autonomia para passeios e deslocamentos.

Desvantagens: autonomia da bateria variável e nem todos os modelos suportam fluxos altos.

3. Cilindros (botijões) de oxigênio

Contêm oxigênio comprimido e são úteis quando há cortes de energia ou para uso temporário.

Vantagens: independência da energia elétrica.

Desvantagens: necessidade de reabastecimento ou troca e exigem cuidados com armazenamento e peso.

4. Oxigênio líquido

Usado em casos que exigem grande volume ou muita mobilidade. Esses modelos são menos comuns em domicílio e costumam ser reservados para necessidades específicas.

Dispositivos de entrega de oxigênio

  • Cânula nasal: fio fino que se fixa na narina. Confortável para uso prolongado, é a escolha mais habitual;
  • Máscara simples: cobre nariz e boca, usada para fluxos mais altos ou quando se precisa de maior concentração;
  • Máscara com reservatório: para receber altas concentrações em situações agudas;
  • Máscaras Venturi: permitem ajuste preciso da fração inspirada de oxigênio (FiO₂) e são úteis quando a precisão é necessária;

O tipo de interface (cânula ou máscara) é definido pelo médico e pela necessidade clínica.

Tratamento respiratório em casa além do oxigênio

Oxigenoterapia muitas vezes vem acompanhada de outros tratamentos respiratórios em casa:

  • Nebulizações (broncodilatadores, mucolíticos): para abrir vias aéreas e fluidificar secreções;
  • Fisioterapia respiratória ou  higiene brônquica: técnicas de expulsão de secreções. Dreno postural, percussão, PEP-mask, etc.;
  • Incentivo respiratório: exercícios para melhorar ventilação e mobilidade pulmonar;
  • Uso de inaladores com espaçador: manejo de asma e DPOC;
  • Monitoração com oxímetro de pulso: leitura periódica da saturação (SpO₂) e frequência cardíaca.

Todo esse plano deve ser orientado por equipe especializada formada por médico, fisioterapeuta, enfermeiro e alinhado ao contexto do paciente.

Rotina diária: o que o paciente e o cuidador devem esperar.

A chegada do equipamento ao domicílio implica que técnicos especializados instalem o concentrador, verifiquem alarmes, testem o fluxo e orientem paciente e cuidador sobre o funcionamento e rotinas de segurança. 

É recomendável criar um pequeno checklist diário com certos itens como:

  • Verificar se o aparelho está ligado;
  • Checar a integridade da cânula;
  • Anotar leituras de SpO₂;
  • Observar o conforto do paciente.

Treinos práticos com a equipe de home care reduzem a ansiedade e aumentam a autonomia do cuidador. 

Registros simples ajudam a equipe médica a avaliar a resposta ao tratamento nas consultas de monitoramento.

Segurança: pontos que salvam vidas.

O oxigênio não é inflamável, mas acelera a combustão. Portanto, algumas medidas são indispensáveis:

  • Proibido fumar no ambiente e o paciente deve manter distância de pessoas que fumem;
  • Nada de chamas abertas próximo ao equipamento, tais como velas ou fogões a gás sem ventilação adequada;
  • Não usar produtos oleosos, como vaselina, cremes à base de óleo, em áreas nasais. Substitua-os por produtos indicados pelo profissional;
  • Armazenamento correto de cilindros em pé, presos, em local ventilado e longe de fontes de calor;
  • Rede elétrica confiável, pois concentradores devem estar ligados em tomadas de boa condição. Evite extensões e múltiplas tomadas;
  • Siga as instruções do fabricante e do fornecedor. Alarmes não devem ser silenciados sem checar o motivo.

Manutenção e limpeza: manter tudo funcionando bem.

Trocar filtros do equipamento conforme cronograma, manter a cânula e as máscaras limpas com água e sabão neutro e permitir secagem ao ar são ações que prolongam a vida útil do material e mantêm a eficiência terapêutica. 

Concentradores portáteis requerem teste regular da bateria e cilindros pedem verificação de validade e de selos. 

Marcar as visitas técnicas e anotar qualquer mensagem de erro ou alarme facilita a resolução rápida de problemas com o fornecedor do serviço.

Sinais de que algo não vai bem — quando procurar ajuda

Fique atento a sinais de piora que exigem contato médico imediato ou socorro:

  • Aumento repentino do esforço respiratório (respiração muito rápida ou muito trabalhosa);
  • Confusão, sonolência excessiva ou mudança no nível de consciência;
  • Dessaturação persistente (SpO₂ abaixo do alvo definido pelo médico) mesmo com oxigênio em uso;
  • Palidez azulada nos lábios, pontas de dedos ou face (cianose);
  • Dor torácica intensa ou desmaio.

Em caso de emergência no Brasil, acione o SAMU (192) ou o serviço de emergência local.

Dicas práticas para o dia a dia e viagem

  • Leve sempre a documentação médica que comprove a necessidade de oxigênio para facilitar embarques e atendimento;
  • Planeje deslocamentos considerando a autonomia da bateria do POC ou pontos de reabastecimento de cilindros;
  • Mantenha adaptadores e carregadores do concentrador portátil à mão e teste a bateria antes de sair;
  • Adapte o domicílio, organize cabos, sinalize a presença de oxigênio para visitantes e mantenha um espaço arejado para o equipamento.
  • Hidrate-se e, quando indicado, utilize umidificação para evitar ressecamento das vias aéreas em fluxos altos.

Quer ajuda para implementar oxigenoterapia segura e humanizada em casa? A Essencial Care oferece avaliação domiciliar, instalação e acompanhamento com equipe especializada em home care respiratório. 

Para uma avaliação personalizada, orientações sobre equipamentos e um plano de cuidados ajustado às necessidades do paciente, entre em contato com a nossa equipe.

Essencial Care

Unidade Porto Alegre

Av. Ipiranga, 7464 Conj. 518 – Jardim Botânico – 91410-500

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