Aspiração de secreção em casa: técnica de enfermagem prepara aspirador portátil

Aspiração de secreção em casa: quem pode fazer?

A aspiração de secreção em casa gera muitas dúvidas nas famílias. Pacientes com traqueostomia, doenças neurológicas, sequelas de AVC ou dificuldade para tossir costumam acumular secreção nas vias aéreas.

Aspiração de secreção em casa: técnica de enfermagem prepara aspirador portátil

Quando essa secreção fica parada, a respiração fica difícil, o risco de infecção aumenta e o paciente sente desconforto. A aspiração resolve esse problema, mas exige técnica, material adequado e um profissional habilitado.

Neste post, explicamos como funciona a aspiração de secreção em casa, quem pode fazer o procedimento e quais cuidados garantem a segurança do paciente.

O que é a aspiração de secreção?

A aspiração de secreção é um procedimento que remove muco e outras secreções das vias aéreas com a ajuda de uma sonda conectada a um aspirador. O objetivo é liberar a passagem do ar, melhorar a oxigenação e prevenir complicações respiratórias.

O procedimento pode ser feito em diferentes regiões:

  • aspiração nasotraqueal, feita pelo nariz;
  • aspiração orotraqueal, feita pela boca;
  • aspiração por traqueostomia, feita pela cânula instalada no pescoço.

Cada tipo exige uma técnica específica, com cuidados próprios de higiene, profundidade da sonda e tempo de aspiração.

Quem precisa de aspiração em casa?

A aspiração domiciliar costuma ser indicada para pacientes que têm dificuldade de eliminar a secreção sozinhos. Os casos mais frequentes envolvem:

  • pacientes com traqueostomia;
  • pessoas com sequelas de AVC que afetam a deglutição e a tosse;
  • pacientes com doenças neuromusculares, como ELA e distrofias;
  • idosos acamados com fraqueza muscular importante;
  • pacientes em cuidados paliativos com acúmulo de secreção;
  • pessoas com doenças pulmonares crônicas em fase avançada.

A indicação, a frequência e o tipo de aspiração são definidos pela equipe de saúde, de acordo com o quadro de cada paciente.

Para quem quiser se aprofundar, o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) reúne as normas sobre as atribuições da equipe de enfermagem.

Quem pode fazer a aspiração de secreção?

Dentro da equipe de enfermagem, a Resolução COFEN nº 557/2017 define quem faz a aspiração de vias aéreas. A divisão depende da gravidade do quadro do paciente.

Enfermeiro

Em pacientes graves com intubação ou traqueostomia, a aspiração é privativa do enfermeiro. A mesma regra vale para pacientes graves sem respiração artificial atendidos em unidades de emergência, com exceção das situações de emergência.

O enfermeiro também tem um papel central nos demais casos. É ele quem avalia o paciente, prescreve o procedimento e define a técnica mais adequada para cada situação.

Técnico de enfermagem

O técnico de enfermagem pode realizar a aspiração em dois cenários previstos pela resolução:

  • pacientes não graves em observação, internação ou atendimento domiciliar;
  • pacientes crônicos com traqueostomia de longa permanência ou definitiva, inclusive em casa.

Nos dois casos, o técnico só faz o procedimento depois que o enfermeiro avalia o paciente e prescreve a aspiração.

A norma também exige um protocolo para observar sinais e sintomas respiratórios e comunicar qualquer alteração imediatamente ao enfermeiro.

Esse é o modelo mais comum no home care: o técnico acompanha a rotina do paciente e o enfermeiro avalia, prescreve e acompanha a evolução do caso.

Fisioterapeuta

O fisioterapeuta respiratório também realiza aspiração como parte das técnicas de higiene brônquica, dentro das atribuições da sua profissão.

Ele usa manobras que deslocam a secreção para regiões mais acessíveis e facilitam a remoção, o que torna a aspiração mais eficiente e pode reduzir a frequência do procedimento.

O papel da família no dia a dia

Familiares e cuidadores são peças importantes no cuidado com o paciente que precisa de aspiração. Eles convivem com ele o tempo todo e costumam ser os primeiros a perceber mudanças na respiração.

A contribuição da família inclui:

  • observar os sinais de acúmulo de secreção;
  • avisar a equipe de enfermagem sobre qualquer alteração;
  • manter o paciente com a cabeceira elevada e em posições confortáveis;
  • estimular a hidratação, conforme a orientação médica;
  • seguir as orientações de higiene oral e de cuidados com a cânula.

O procedimento de aspiração em si fica com os profissionais habilitados, que garantem a técnica correta e a segurança do paciente.

Por que a técnica faz diferença?

Uma aspiração mal feita pode trazer complicações sérias. Entre os riscos, estão:

  • lesões na mucosa das vias aéreas;
  • sangramentos;
  • queda na oxigenação durante o procedimento;
  • infecções respiratórias por falta de técnica asséptica;
  • broncoespasmo e crises de tosse intensa;
  • alterações nos batimentos cardíacos.

Por isso, o profissional controla a pressão do aspirador, o tamanho da sonda, a profundidade de introdução e o tempo de cada aspiração, que costuma ficar em poucos segundos por vez.

Material necessário para aspiração em casa

Para que o procedimento seja seguro em casa, o paciente precisa de uma estrutura mínima:

  • aspirador portátil ou elétrico em bom funcionamento;
  • sondas de aspiração estéreis no tamanho indicado;
  • luvas estéreis e de procedimento;
  • soro fisiológico e água destilada para limpeza do circuito;
  • oxímetro para acompanhar a saturação;
  • fonte de oxigênio, quando prescrita;
  • recipiente adequado para descarte do material.

O aspirador deve ser limpo diariamente, e o frasco coletor precisa ser esvaziado e higienizado conforme a orientação da equipe.

Sinais de que o paciente precisa ser aspirado

Alguns sinais indicam acúmulo de secreção e devem ser comunicados à equipe:

  • ruído de respiração com chiado ou borbulhamento;
  • tosse ineficaz, sem conseguir eliminar a secreção;
  • respiração mais rápida ou com esforço;
  • queda da saturação no oxímetro;
  • secreção visível na boca ou na cânula;
  • agitação e desconforto respiratório.

A aspiração deve ser feita quando há necessidade, e a frequência varia de paciente para paciente. Aspirar em excesso irrita as vias aéreas e aumenta a produção de secreção.

Cuidados que reduzem a necessidade de aspiração

Algumas medidas ajudam a manter a secreção mais fluida e fácil de eliminar:

  • hidratação adequada, conforme a orientação médica;
  • umidificação do ar e do oxigênio;
  • fisioterapia respiratória regular;
  • mudança de posição frequente no leito;
  • cabeceira elevada, especialmente após a alimentação;
  • higiene oral cuidadosa.

Quando procurar ajuda

Procure a equipe de saúde imediatamente se o paciente apresentar secreção com sangue, mudança de cor ou cheiro forte da secreção, febre, falta de ar persistente mesmo após a aspiração ou queda importante da saturação.

Esses sinais podem indicar infecção ou outras complicações que precisam de avaliação rápida.

Leia também: atendimento de enfermagem em casa

Aspiração segura com a Essencial Care

A Essencial Care oferece atendimento domiciliar com enfermeiros, técnicos de enfermagem e fisioterapeutas habilitados para realizar a aspiração de secreção com segurança.

Nossa equipe avalia o paciente, define o plano de cuidados, orienta a família e acompanha a evolução de perto. Entre em contato com a Essencial Care e conte com cuidado especializado para o seu familiar em casa.

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